Alergias

 

Tratamentos Naturais

 

SINTOMAS

Sintomas digestivos (após comer): boca seca, intolerância alimentar, úlceras estomacais, cansaço excessivo, palpitações, sudorese, ardor na língua, gosto metálico, azia, indigestão, vômitos, náuseas, diarréia, conspitação, dores, gases intestinais, problemas na vesícula, etc.

Sintomas musculares e esqueléticos: artrite, dores no pescoço, costas ou ombros, fadiga, espasmos e dor nas articulações.

Sintomas respiratórios e da garganta: tosse, asma, resfriados freqüentes, gotejamento nasal, sibilância, febre do feno, hemorragias nasais, aperto no peito, rouquidão, falta de ar ou dor de garganta seca.

Sintomas nervosos: Taquicardia (rápida freqüência cardíaca), palpitações, depressão, raiva, ansiedade, confusão, irritabilidade, hiperatividade, agitação, problemas de memória e aprendizagem.

Sintomas da pele: manchas, acne, rubor, urticária, círculos escuros sob os olhos, coceira, eczemas, psoríase.

CAUSAS

Alergia é a sensibilidade especial a algumas substâncias, conhecidas como alergênicos. Podem ser inofensivos para alguns enquanto causam problemas para outros. Os alergênicos podem ser alimentos, substâncias inalantes ou químicas, como fumaça, fungos, pólen, perfume, formol, etc.

As causas realmente variam, podendo haver problemas com açúcar; podem ocorrer dores de cabeça devido ao perfume; ou sintomas como a asma devido ao sulfito (um conservante). A lista é grande.

Mofo é um problema especial. Pode ser em casa, no alimento, nas drogas.

TRATAMENTOS NATURAIS

• Tome vitamina C para tolerância do intestino.
• Tome vitamina A e Zinco, e tenha certeza de tomar suficientes ácidos graxos essenciais e vitaminas do complexo B.
• Tenha uma dieta equilibrada, moderada e nutritiva, e beba bastante água, e você vai descobrir que muitas coisas em sua vida vão melhorar.
• Experimente fazer um jejum de suco de frutas e vegetais por 1 a 3 dias. Se você não é magro, faça isso, pelo menos, 1 vez por mês.
• Aqui está um suco bom para o fígado, que pode ser tomado durante o jejum: 1 colher de chá de azeite, meia colher de chá de gengibre fresco, 1 colher de chá de fenacho, 1 colher de chá de dente-de-leão, suco fresco de 1 limão e uma pitada de pimenta caiena. Misture e beba todas as manhãs durante o jejum.
• Fortaleça o corpo evitando substâncias ofensivas.
Aqui estão outras maneiras de se evitar a alergia:
• Lave e aspire o carro e a casa com mais freqüência. Mantenha seu quarto arejado, bem como sua casa e seu carro. Compre um desumidificador.
• Envolva sua cama em plástico. Use um travesseiro sintético ou mesmo nenhum. Lave o colchão e almofadas com mais freqüência.
• Livre-se dos tapetes antigos, limpe o chão e coloque novos tapetes ou pare de usá-los. Prefira usar jogos de tapetes pequenos que você pode tirar para limpá-los de vez em quando.
• Limpe zonas úmidas em sua casa, como a pia e embaixo dela, beom como ao redor da banheira ou dentro do box.

• Se você tiver animais em casa, mantenha-os limpos e saudáveis. Lave freqüentemente as gaiolas de pássaros, ou a casa dos animais.

• Evite morar e/ou trabalhar num local onde o ar é poluído.

INCENTIVO

Quer respirar melhor? Quer evitar doenças? Quer viver melhor? Deus também quer isso para você! Que tal pedir ajuda a Ele agora? É simples! Basta orar.

O Que Devemos Saber Sobre Alergia Alimentar

O que é?

A alergia alimentar é uma reação indesejável que ocorre após a ingestão de determinados alimentos ou aditivos alimentares.

O termo hipersensibilidade alimentar (geralmente usado como sinônimo de alergia alimentar) pode ser definido como uma reação clínica adversa, reproduzível após a ingestão de alergenos (substâncias que desencadeiam a alergia) presentes nos alimentos, causados pela exposição a um estímulo em uma dose tolerada por pessoas normais.

A alergia alimentar sempre envolve um mecanismo imunológico, expressando-se através de sintomas muito diversos. A alergia alimentar é, simplificando ao máximo, uma resposta exagerada do organismo à determinada substância presente nos alimentos.

Como podem ser as reações alimentares indesejáveis.

Reações tóxicas

 

causadas por ação de toxinas ou por agentes infectantes. Secundárias à ingestão de alimentos contaminados, costumam se apresentar agudamente com febre, vômitos e diarréia.

Não tóxicas por

 

Intolerância alimentar (exemplo: intolerância à lactose (falta da enzima lactase que desdobra o açúcar lactose). Ela não é imunomediada).

 

Hipersensibilidade (alergia) é uma reação desencadeada por mecanismos imunológicos específicos, com resposta anormal ou exagerada a determinadas proteínas alimentares que podem ser mediadas por IgE (imunoglobulina E, proteína ligada a fatores de defesa) ou não.

 

Aversões psicológicas

 

Outras

Qual a freqüência da alergia alimentar?

As reações alimentares de causas alérgicas verdadeiras acometem 6-8% das crianças com menos de três anos de idade e 2-3% dos adultos. No entanto os pais acreditam que a incidência de alergia alimentar em seus filhos alcance 28 %.

Os indivíduos com outras doenças alérgicas apresentam maior incidência de alergia alimentar?

Sim. Pacientes com outras doenças alérgicas apresentam uma maior incidência de alergia alimentar, por exemplo, 38 % das crianças com Dermatite Atópica têm de alergia alimentar e 5% das com asma.

Quais são os fatores mais envolvidos na alergia alimentar?
 

Predisposição genética, (50 % dos pacientes com alergia alimentar possuem história familiar de alergia).
A capacidade de certos alimentos de produzir alergia.
permeabilidade do sistema digestivo.
falha dos mecanismos de defesa, ao nível do trato gastrintestinal

Que alimentos são mais envolvidos nos casos de alergia alimentar?

Entre os alimentos mais envolvidos encontramos: ovo, peixe, farinha de trigo, leite de vaca, soja e crustáceos. As reações graves (anafiláticas) estão, na maior parte das vezes, relacionadas à ingestão de crustáceos, leite de vaca, amendoim, e nozes.

Os corantes, conservantes e aditivos alimentares?

As reações adversas aos conservantes, corantes e aditivos alimentares são raras, mas não devem ser menosprezadas.

Como se manifestam as alergias alimentares?

A maior parte dos sintomas surge minutos a duas horas após a ingestão. Tanto a natureza da reação como seu tempo de início e duração são importantes para estabelecer o diagnóstico de alergia alimentar. As reações cutâneas (que envolvem a pele) mais comuns são: urticária, inchaço, coceira e eczema; do sistema digestivo: diarréia, dor abdominal, vômitos, do aparelho respiratório: tosse, rouquidão e chiado no peito. Em crianças pequenas, a perda de sangue nas fezes, pode ocasionar anemia e retardo do crescimento.

Reação anafilática o que é?

É uma reação grave, potencialmente fatal, de início súbito, que demanda socorro imediato. A anafilaxia (reação anafilática) é desencadeada pela liberação maciça de substâncias químicas que despertam um quadro grave de resposta generalizada. Remédios, picadas de insetos, alimentos, etc., podem ser os desencadeantes. Em situações excepcionais o alimento induz o aparecimento, de coceira generalizada, edema (inchaços), tosse, edema de glote, rouquidão, diarréia, dor na barriga, vômitos, aperto no peito com queda da pressão arterial, arritmias cardíacas e colapso vascular (“choque anafilático”).

O que é síndrome de alergia oral?

É uma manifestação de alergia alimentar que ocorre após o contato da mucosa oral com determinados alimentos. As manifestações são instantâneas: coceira e inchaço nos lábios, palato e faringe.. Os alimentos freqüentemente envolvidos são: frutas como:melão, melancia, banana, pêssego, ameixa, e aipo.

Como o médico pode fazer o diagnóstico de alergia alimentar?

O diagnóstico depende da interpretação conjunta da história clínica minuciosa, dos dados do exame físico acompanhados dos exames laboratoriais.

Na história clínica, são importantes as informações sobre os alimentos ingeridos. Em algumas situações é possível correlacionar o surgimento dos sintomas com a ingestão de determinado alimento, em outras o quadro não é tão evidente. O chocolate raramente causa alergia,quando isto acontece, torna-se necessário pesquisar alergia ao leite de vaca ou à soja, usados em sua fabricação.

Uma história precisa é importante para determinar o “timing” da ingestão e o aparecimento dos sintomas, o tipo de sintomas, os alergenos alimentares que possam estar causando o problema, e o risco de atopia (ter vários tipos de alergia). A eliminação de um antígeno fortemente suspeito durante algumas semanas é geralmente usada na prática clínica para auxiliar no diagnóstico de alergia alimentar. Há a necessidade de testes diagnósticos confiáveis para a alergia alimentar.

Os testes alérgicos?
 

O (skin prick test) teste cutâneo, e a detecção de anticorpos IgE específicos na corrente sanguínea são mais valiosos quando negativos, já que sua alta sensibilidade os torna aproximadamente 95% precisos para excluir reações mediadas por IgE.
O RAST (radioallergosorbent test) e outros semiquantitativos semelhantes, estão sendo substituídos por métodos mais quantitativos de mensuração de anticorpos IgE específicos.
O “Imunoenzimático Fluorescente (CAP-system)” foi mais indicativo de alergia alimentar. O uso destes quantitativos de anticorpos IgE específicos para alimentos elimina a necessidade de se fazer testes de provocação alimentar em aproximadamente 50% dos casos.
O teste de contato (patch test) não é atualmente indicado para uso rotineiro.

Quando a história e os testes laboratoriais indicam uma resposta imunológica não mediada por IgE (mediada por células), podem ser necessários testes complementares para confirmar o diagnóstico de intolerância alimentar.

Embora os testes duplo-cegos controlados por placebo ainda constituam o “padrão-ouro” para o diagnóstico definitivo de alergia alimentar, os avanços tecnológicos aumentam o valor dos testes laboratoriais.

A determinação de marcadores inflamatórios no sangue e nas fezes ou de reações imunológicas aos alimentos como teste de hidrogênio expirado para intolerância à lactose ou biópsia gastrintestinal para determinar infiltração eosinofílica ou atrofia de vilosidades têm mostrado resultados duvidosos.

Nas alergias alimentares IgE-negativas, testes de provocação duplo-cegos e controlados por placebo continuam sendo o padrão-ouro para o diagnóstico

A relação entre dermatite atópica e alergia alimentar merece especial atenção. Mais ou menos 1/3 dos casos de dermatite atópica apresenta alergia ao leite de vaca e quase 1/2 dos lactentes alérgicos ao leite têm dermatite atópica. A implicação é de que os testes cutâneos são menos confiáveis em pacientes com dermatite atópica, com até 24% de falsos positivos.. O uso de provas para determinação de IgE sérica alergeno-específica é útil em tais circunstâncias.

Tratamento da alergia alimentar?

Não existe, ainda um remédio para tratar especificamente a alergia alimentar. Os medicamentos são utilizados para o tratamento dos sintomas (crise).

Três modalidades são geralmente empregadas no manejo de alergias alimentares:

1 - Eliminar e evitar alergenos específicos. A exclusão completa do alimento causador da reação é a única forma comprovada de manejo atualmente disponível.

É de extrema importância fornecer ao paciente e seus familiares orientações para evitar novos contatos com o alimento desencadeante. O paciente deve estar sempre atento verificando o rótulo dos alimentos industrializados buscando identificar nomes relacionados ao alimento que lhe desencadeia a alergia. Por exemplo, a presença de manteiga, soro, lactoalbumina ou caseinato aponta para a presença de leite de vaca. 2 - Tratamento medicamentoso.

Os estabilizadores dos mastócitos e os anti-histamínicos não têm papel de destaque no armamentário contra as manifestações digestivas da alergia alimentar. Em casos excepcionais, o uso de corticosteróides pode se fazer necessário. Recentemente medicamentos tópicos (fluticasona e montelukast) têm sido empregados. Para pacientes com anafilaxia, ou com sintomas respiratórios ou cardiovasculares, a adrenalina é a substância de escolha para o manejo das reações graves causadas por alergias alimentares do tipo imediato e da anafilaxia. 3 - medidas preventivas.

A crescente incidência de doenças alérgicas em países industrializados tem sido atribuída à falta de exposição a infecções microbianas no período inicial da vida, ou à chamada "hipótese da higiene"

Do mesmo modo que em outras enfermidades, os fatores genéticos e ambientais influenciam a manifestação da alergia alimentar

Influências genéticas

As crianças do sexo masculino parecem apresentar maior risco de doença atópica. O risco de alergia em um irmão de uma pessoa afetada é aproximadamente 10 vezes mais alto que na população geral.

Os lactentes chamados de "livres de risco" (sem histórico familiar) apresentam um risco alérgico residual de 15%.

Os lactentes com "risco intermediário", (com pai/mãe ou irmão atópico), apresentam um risco de desenvolvimento de alergias de 20- 40%

Os lactentes de “alto risco” (com atopia em ambos os pais ou histórico de alergia), apresentam um risco de desenvolvimento de alergias de 50- 80%.

Cálculos baseados nestes dados mostram números absolutos idênticos de lactentes com e sem risco de alergia (11/100) que poderão desenvolver alergias.

Levantando dúvidas: Os programas de prevenção de alergias devem ser direcionados à população de recém-nascidos em geral ou devem ser direcionados somente aos lactentes em risco?

Influências ambientais

O risco de alergia alimentar sofre a mesma influência dos fatores ambientais que atuam na doença atópica em crianças examinadas para doença respiratória. Fatores que incluem o efeito protetor do aleitamento materno e o efeito nocivo da exposição à fumaça de cigarro.

Entre os fatores ambientais se incluem a qualidade da alimentação materna durante a gravidez; idade em que os alimentos sólidos e alimentos alergênicos foram introduzidos; exposição a poluentes; parto cesáreo; idade materna; etc.

Os agentes microbianos também podem exercer um efeito importante na sensibilização atópica e na indução de tolerância. O uso de probióticos (bactérias adicionadas aos alimentos “lactobacilos”) demonstrou-se redutor de doença alérgica, a longo prazo

A prevenção primária

Bloqueia a sensibilização imunológica aos alimentos, principalmente devido aos anticorpos IgE. Aparentemente existe um período crítico antes e logo depois do nascimento durante o qual uma criança geneticamente programada e suscetível à atopia encontra-se em alto risco de sensibilização. O desafio é identificar prontamente os lactentes em risco e estabelecer medidas preventivas que sejam realistas e aceitáveis.

A prevenção secundária

Destina-se aos os indivíduos já sensibilizados, a fim de suprimir a expressão da doença após a sensibilização.

A prevenção terciária

Propõe-se a limitar os sintomas e problemas adicionais em indivíduos que já sofrem de alergia crônica. A prevenção terciária é o estágio de tratamento em que se tenta evitar a recorrência dos sintomas e susceptibilidade a outras possíveis proteínas antigênicas.

Tratamento sintomático e de substituição

A substituição de alimentos por seus equivalentes é de fundamental importância mormente nos pacientes em crescimento. O envolvimento multidisciplinar se torna relevante nas situações pediátricas. Aproveitando o tratamento das “crises” de forma a minimizar o sofrimento, abreviar a recuperação e entender melhor as causas do ressurgimento dos sintomas

O que fazer caso venha ocorrer a ingestão acidental do alimento (alergeno)?

Os indivíduos com alergia alimentar grave (reação anafilática) devem ter identificação desta condição, para que cuidados médicos sejam imediatamente tomados, é medida adicional ter à mão adrenalina com instruções de uso. As reações leves desaparecem espontaneamente ou respondem aos anti-histamínicos (antialérgicos).

O paciente que apresenta reação a determinado alimento poderá um dia voltar a ingeri-lo?

Sim. Aproximadamente 85% das crianças perdem a sensibilidade à maioria dos alimentos (ovos, leite de vaca, trigo e soja) entre os 3-5 anos de idade.

Existe algum meio de prevenir a alergia alimentar?

É providência indispensável na criança de risco: estímulo ao aleitamento materno no primeiro ano de vida, introdução tardia dos alimentos sólidos potencialmente provocadores de alergia, após o 6º mês, o leite de vaca após 1 ano de idade, ovos aos 2 anos e amendoim, nozes e peixe somente após o 3º ano de vida.

Fonte: ABC da Saúde

Alergia ao Ar Condicionado

Para muitos o ar-condicionado é indispensável, sobretudo na primavera e no verão quando a temperatura é mais alta. Ele refresca o ambiente e está cada vez mais presente também nos automóveis, inclusive populares. Entretanto, respiramos cerca de 20 mil vezes por dia e o ar climatizado artificialmente pode ser prejudicial à saúde, se cuidados essenciais com os aparelhos não forem tomados.

Fungos, bactérias e ácaros podem ser os grandes vilões. Isso porque a redução drástica da captação do ar externo, provoca o aumento da concentração de poluentes biológicos no ar interno, fazendo com que a taxa de renovação seja insuficiente. Com isso, existe o risco de concentração dessas formas de vida nos ductos de ar condicionado, o que favorece a proliferação desses agentes, e compromete a qualidade de vida das pessoas, principalmente as que são mais vulneráveis à contaminação, como aquelas que têm problemas respiratórios como a rinite alérgica.

Os sistemas de ar condicionado central, muito empregados hoje em dia, podem contribuir para o surgimento ou piora dos sintomas de alergias respiratórias. Isso ocorre porque o filtro de ar desses aparelhos, não está preparado para reter as micropartículas - fungos, bactérias, mofos, ácaros e vírus – agentes mais comumente implicados no desencadeamento de alergias respiratórias. Salas amplas e cheias de gente trabalhando, acabam se tornando ambientes insalubres, criando condições ideais para a proliferação das doenças provocadas por esses alérgenos.

O sistema de ar condicionado central é composto, basicamente, por três componentes:

  1. Saída de ar do ducto de ventilação;
  2. Local por onde entra o ar, passando por um filtro, antes de ser resfriado;
  3. Serpentinas que têm a função de resfriar e reduzir a umidade do ar.

Como funciona o sistema de ar condicionado?

Inicialmente, o aparelho capta ar e o filtra antes de jogá-lo novamente no ambiente. O resfriamento é feito por serpentinas contendo gás refrigerante ou água gelada. Nesse processo, o ar perde a umidade.

Em seguida, o ar refrigerado é jogado nos ductos de ventilação, por um ventilador centrífugo de alta pressão. O problema, segundo os médicos, é que os ductos de ar jamais são limpos e a sujeira vai se acumulando dentro deles. Essa sujeira costuma ser uma grande fonte de alérgenos, representando um perigo aos indivíduos que apresentam alergias.

Qual a relação com as doenças do aparelho respiratório?

O ar frio paralisa os cílios (pêlos) que revestem as paredes do sistema respiratório, que são encarregados de jogar para fora as impurezas que entram junto com o ar que respiramos. Assim, fungos, mofo, bactérias, vírus e ácaros permanecem no organismo livres para provocar doenças respiratórias de natureza alérgica.

As doenças do aparelho respiratório são, principalmente: sinusite, rinite, otite, amigdalite, faringite, bronquite, pneumonia, asma, gripes e resfriados. Gripes, por exemplo, comprometem as defesas e favorecem infecções mais graves, como a pneumonia.

Como se prevenir?

Evite locais fechados, com grande concentração de pessoas, por tempo prolongado, pois facilita a contaminação. Em salas com carpete, o perigo é muito maior.

Mesmo que a pessoa não seja alérgica, a exposição aos elementos causadores de alergias (ácaros, fungos, mofo, poeira de local fechado, bactérias) acaba fazendo com que ela fique com maior sensibilidade. Dessa forma, a exposição repetida pode levar ao desenvolvimento de sintomas alérgicos.

Como em toda doença alérgica, a prevenção é o melhor remédio.

Quais os cuidados a serem tomados?

  • Evitar permanência em ambientes insalubres por muito tempo;
  • Tratar a alergia quando as crises surgirem;
  • Tomar vacinas, quando houver indicação;
  • Alérgicos e pessoas com mais de 50 anos devem tomar vacinas contra gripe, pneumonias e outras infecções respiratórias, provocadas por bactérias como o pneumococo e o hemófilo;
  • Tomar banho na temperatura ambiente (mais frio);
  • Fazer exercícios físicos;
  • Praticar natação preferencialmente em piscina fria (a recomendação não vale para quem tem sinusite, porque a natação pode agravar o problema).

Janelas fechadas, cortinas ou persianas que não deixam entrar nem uma nesga de sol, contribui para um ar que entra pelas narinas levando aos pulmões algo mais que puro oxigênio. Se você mora ou trabalha num ambiente com essas características, previna-se: lugares assim - onde apenas dez por cento do ar circulante é renovado com ar de fora do prédio - são propícios à proliferação das alergias respiratórias. Locais com refrigeração central são a habitação ideal para ácaros, fungos, bactérias e outros agentes causadores de alergias respiratórias.

Quando as salas são acarpetadas, então, o problema se agrava. É impossível limpar o carpete, que sempre acaba ficando com resíduos de poeira, lembram os especialistas. Mas não se deve pensar que o ar condicionado, em si, seja uma maldição. É até recomendado para quem pode ter o equipamento no carro. Especialmente no caso de quem é alérgico a pólen de flores e fumaça dos caminhões.

Também não representa perigo instalar em casa aquele aparelho pequeno, de parede. O ar é todo renovado pelo aparelho. Sai o ar quente do interior e entra novo ar de fora.

Mas deve-se ter cuidado com a limpeza do filtro e da parte externa que reveste o aparelho. Nestes locais podem estar acumuladas fezes de pombos e de outros pássaros, que representam perigo à saúde das pessoas. Quando secas, elas podem ser aspiradas para dentro do sistema, dessa forma sendo levadas para o ambiente refrigerado. As fezes do pombo têm um fungo chamado Criptococcus neoformans, que pode provocar pneumonia e meningite.

O calor do sol é o maior inimigo de fungos, ácaros e mofo. Por isso, os alergologistas recomendam que deixe entrar em sua casa a luz do sol e o ar puro. Eles lembram que evitar as causas das alergias respiratórias é fundamental. Significa manter a casa ou escritório livre da poeira, do mofo e dos insetos mortos. O pó da barata morta, por exemplo, é um grande alergênico.

No entanto, em prédios públicos e de escritórios, essa estratégia não surte bons resultados, por causa das proporções do ambiente. E o sistema central de ar condicionado acaba perpetuando as doenças respiratórias.

Fonte: Sua Saúde